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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Saudade


saudade
saudade é o que sinto
ainda que de uma forma triste
saudade é o que sinto
saudade
vão entre o melhor do amor
sem nenhuma explicação
nos mostra explicação
sinto amor
sinto você
sem você
saudade
às vezes meu desespero
minha unica vontade
você e saudade, saudade, saudade
manha fria realidade
saudade,saudade
você,você, saudade
você, amor, amor, amor
e agora a dor
saudade
saudade
saudade

Minha confiança


admirei, muito te admirei
tantas e tantas vezes sonhei
com minhas forças acreditei
e poderei dizer que te amei

de uma forma branda e mansa
em ti fiz por um tempo morada
razão da minha longa madrugada
sorriso espontâneo de criança

admirei seu jeito, sorriso
a cada palavra preocupação
vontade de ti cuidar

pegar-te em meus braços
a cada abraço oferecer segurança
e com confiança, te amar, e amar

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Apenas mais um dia

amanhece mais um dia
sobre a neblina da noite fria
e como se não houvesse saída
despertamos ao novo dia

e pensamos e sonhamos
e adormecemos por alguns segundos
encontramos nossos medos e fugimos
desejando escapar do mundo

e é assim que os dias caminham
assim a nossa vida se mostra
como se já soubesse o que fazer

e dia após dia disfarço
seguro as lágrimas a cada passo
desejando um dia poder viver

domingo, 6 de abril de 2008

vermelho rubi


um sonho vivido em vermelho
vermelho do amor que é chama
o sangue que ferve o corpo
vermelho a cor de quem ama

no brilho intenso o rubi
que explode a cor do desejo
pôr-do-sol que prepara o sombrio
do vermelho cor do seu beijo

e a cada passo o acaso
a cada sonho o delírio
em vermelho perco a razão

e embebedado de desejo
seu corpo manchado em vermelho
são marcas da minha paixão

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O disparar de um coração


Se acaso a razão fosse tão forte
Como o disparar de um coração
Não haveria para mim dúvidas
Apenas a certeza de um coração enlouquecido

Se talvez houvesse dúvidas
De certo não haveria você
Mas você é o disparar do coração
Portanto a única razão

Mas entre tanto pulsar e razão
Existem a certeza e a insanidade
E a dúvida do porque estou tão certo

De que a certeza não me deixou dúvidas
De que tinha razão ao disparar meu coração
Quando em fim te vi por perto

dúvidas


Tenho medo de estar errado
Mas desta vez não quero estar certo
É complicado, mas entendo
Meu conflito ainda está perto

Estou até bem tranquilo
Porém sei que isto não dura
Se encontro em mim a carência
Que quase me leva à loucura

Não sei como estar satisfeito
Será que a razão analisa
A carência que mais parece doença
Ou a dependência do bem que escraviza

Mas deixo subtendido o meu verso
Sem desistir da batalha
Pois mesmo falhando em palavras
Acredito que o amor nunca falha

amor vivido


não rejeito meu pranto
mostra agora ser a razão
que acompanha no escuro canto
meus poucos passos em solidão

me encosto em tua lembrança
a qual acompanha meu pesar
em resistir a uma esperança
que concretiza o querer amar

e assim um pouco entristecido
penso não ter forças suficientes
para sufocar o desespero

de em amor não ter esquecido
o anjo do amor vivido
que habita em mim por inteiro

quarta-feira, 2 de abril de 2008

meu instante

Meu instante





Escrevo versos
Não me entrego
Falo pouco
Penso em ti
Sonho alto
Me iludo
Me calo
Não te esqueço
Vejo tudo
Enxergo nada
Fecho os olhos
Te vejo
Penso em ti
Não te esqueço
Te vejo
Morro por não te ter










terça-feira, 1 de abril de 2008

abrigo perfeito

Abrigo perfeito





Chego agora ao infinito
Abro minhas mãos sobre o nada


Tudo inexiste ao acaso

A perfeição se aproxima

Permaneço inerte sobre o vazio

Envolvido por perfumes acalentadores

Meus olhos se fecham em harmonia

Sinto por um instante o pulsar vivificador

Inicio um movimento suave em sonho

Percorro os caminhos do jardim imaginário

Ouço teus pássaros, sinto teu orvalho

Me distancio da ilusão

Ensaio um timido sorriso

Apanho a mais perfeita rosa

Te presenteio com um significado único

Encontrado no jardim do amor

Decifro o meu suspirar

Eis que encontro a paz

E me encontro junto ao abrigo perfeito

A tua existencia

E eis que você existe em mim...

sábado, 15 de março de 2008

A menininha bela





A menininha bela




Ouço um ruído

Alguém bate;

Quem é?

A fome.


Ouço um choro;

Alguém chama;

Quem é?

Ela;

A menininha;

A menininha bela...

Por que choras?

Sem forças já não responde;

A fome;

A fome;

Ouço meu desespero.

Me curvo;

Quem me destrói?

A fome;

A dor;

A dor da menininha bela.

Entrego-me ao lixo;

É o que me resta;

Desesperado, busco o resto;

Corto as mãos;

Meu coração é quem sangra.

Lavo a fruta, enxugo as lágrimas;

Alimento a menininha;

A vejo sorrir;

Sinto-me saciado;

Durmo feliz.



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